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Finde em Baía Formosa

Quem passa férias ou mora no Rio Grande do Norte, Paraíba ou Pernambuco tem uma série de opções de passeios rápidos para fazer. Em um final de semana é possível conhecer belas praias e aproveitar o melhor da gastronomia e cultura de lugares belíssimos.

Recentemente estive em Baía Formosa (RN), município distante 94km de Natal. O local é para quem quer descansar e relaxar. Caso você queira agito então vá para Pipa, que já foi alvo de outros posts neste blog.

O que mais chama atenção são as paisagens com falésias e baías, é claro, além do pôr do sol estonteante. A cidade fica no alto e para chegar às praias você desce ladeiras, mas nada que exija grandes esforços físicos.

Para os amantes do surf é um point ideal quando os ventos estão a favor. Inclusive Ítalo Ferreira, um dos primeiros nomes no ranking do WCT, nasceu lá e sua mãe tem até uma pousada pertinho da praia.

A estrada (BR101) para chegar em BF está em ótimas condições, e a sinalização indica bem o desvio para a entrada do município. 

São 18km no trecho de mão dupla apertadinha entre a BR e a entrada de Baía formosa. Você passa por plantações de cana e quando vê chega à cidade que é bem modesta.

Eu me hospedei na Pousada Costa Dourada, que possui um pequeno estacionamento, quartos amplos, limpos, café da manhã delicioso e um atendimento ótimo. A piscina é pequena, mas como você passa o dia todo na praia, nem vai precisar muito dela. Fica no alto da falésia o que garante uma visão boa da Baía e de lá é possível ir a pé para algumas praias na maré baixa.

Bem pertinho fica o Bar Pôr do Sol, que tem esse nome por ser um verdadeiro mirante. Sentar lá, pedir um petisco e ficar apreciando a paisagem é um dos bons programas a serem feitos. O atendimento é ótimo e o pastel de camarão delicioso.

Para aproveitar bem, a minha dica é alugar um bugue para explorar as praias. 

Caso você não tenha um carro 4 x 4 nem se aventure pois vi vários atolarem na areia. Por isso, ligue para a associação de bugueiros (84 91658139), pechinche e reserve um carro. 

Eu fiz o passeio com o motorista Lobo Branco. Veja a tábua das marés porque o ideal é ir quando a água estiver baixando para aproveitar mais.

O trajeto começa na praia do Bacupari com seu imenso Farol e segue pela orla deserta. Quando as águas descem mostram as pedras e as piscinas naturais que se formam, convidando os turistas para um belo banho. A limpeza e transparência da água impressiona. Os tons vão do verde ao azul mais escuro e em determinadas épocas do ano pode-se ver tartarugas, peixe-boi e até golfinhos próximos.

Fomos na direção da praia da Barreirinha, onde há uma espécie de cemitério de animais que eles intitulam de Santuário das Tartarugas Marinhas. 

Trata-se de um local para onde são levados os ovos das tartarugas, com o objetivo de protegê-las, até que saiam em direção ao mar.

Lá você pode observar cascos de tartarugas, ossos de animais que foram encontrados mortos nas praias como baleias e golfinhos, e ajudar comprando blusas e saídas de praia com o morador do local.

Saindo de lá passamos pelas praias de João, do Cotia e chegamos à praia do Sagi, última antes da divisa com a Paraíba. Fizemos uma parada no Ombak Cachaçaria e Restaurante para provar o pastel de arraia e as caipirinhas feitas com as cachaças artesanais. São muitas opções para quem gosta de degustar e ou presentear amigos. O licor de jenipapo é uma delícia.

O passeio continua até o Rio Guaju que marca a divisa do RN com PB. Virou um point depois que apareceu em um programa da TV Globo. 

Ali vale uma parada com mais tempo. Primeiro faça o passeio de barco pelo rio para observar o mangue, ver a mata nativa e mergulhar na água doce. 

Há uma tirolesa para quem gosta de um pouco mais de emoção. Depois, vá na barraca da Neide para comer espetos de lagosta e camarão! Uma delícia!

Uma dica: leve sempre dinheiro porque a maior parte dos locais trabalha com pagamento à vista, e cartões só são aceitos em restaurante e pousadas.

O dia passa rápido e quando você vê já está na hora de voltar, quando a maré começa a subir. 

Antigamente o passeio levava até a Lagoa da Coca-Cola, que tinha esse nome por causa da cor. Mas ela secou, segundo as informações que recebemos no local, e não se leva mais turistas até lá.

No segundo dia, o ideal é relaxar na praia da Cacimba, que tem esse nome por ter um poço de água doce bem na areia e é usada por banhistas e surfistas. Há algumas barracas com espreguiçadeiras. 

É só escolher a que mais lhe agradar e aproveitar o sol, tomar banho nas piscinas que se formam na maré baixa, e comer aquele peixe gostoso com macaxeira e salada olhando para aquele mar azul!

Comidinhas em Ponta Negra

Para quem pretende visitar Natal, a capital do Rio Grande do Norte, tenho duas belas dicas gastronômicas no bairro de Ponta Negra. 

A primeira foi uma indicação da amiga Inara, que é moradora da cidade. O Rachid´s, especializado em comida libanesa, é nota 1000! Testado e aprovado por esta blogueira, funciona das 18h às 23h. O cardápio é super variado e dá vontade de pedir um de cada. 

Eu provei o combinado que trazia salada, pastas, kibe e kafta. Lindo só de ver e delicioso quando saboreado. Em seguida foi a vez de experimentar o kebab (R$25,00 jan/17). 

Eu escolhi o misto que vem com carne vermelha, de frango, além de pastas e até batata frita. Os espetos ficam à vista dos clientes, assim como parte da cozinha. As porções são super generosas, a combinação dos dois pratos, por exemplo, serve três pessoas que comem bem.

A outra opção, é o Old Five que pela manhã é um bar de praia e à noite torna-se uma espécie de pub à beira mar. Fica quase ao lado do famoso Morro do Careca na praia de Ponta Negra. 

O grande barato é você frequentá-lo à noite, quando na maré baixa  eles montam mesas e cadeiras na areia, colocam tocheiros e velas que conferem um clima intimista ao local.

Para petiscar há dezenas de opções entre carnes e frutos do mar, incluindo saladas. Prove as iscas de frango com macaxeira que são deliciosas. Entre os drinks o Coco Loco e o Sex on the Beach são destaque. 

O atendimento é excelente e a seleção musical passa pelo crivo dos mais exigentes. Os preços dos petiscos ficam na faixa dos R$ 50,00 (jan/17) e os drinks estão a partir de R$ 16,00 (jan/17).

Paraíso Potiguar – Pipa é muita onda 2!

Pipa exige que se acorde cedo. Às cinco horas já é possível ver os primeiros raios do Sol. Tome um café da manhã reforçado, pois a dica para um segundo dia na vila é a Trilha do Santuário Ecológico.

A Santuário na verdade fica em uma chácara que funciona como local para treinamento e soltura de animais silvestres para recompor a fauna da região. São várias trilhas, e pode-se combinar algumas delas. O grau de dificuldade é pequeno e a sinalização excelente.

Eu comecei a trilha pela entrada principal, onde paguei R$ 5,00 (2014) com direito ao mapa do local. Uma sugestão é deixar o carro no estacionamento II já dentro do parque. Leve mochila, toalha e água para iniciar a caminhada pela trilha "caminho da Jibóia". 

Ah, e prepare a máquina fotográfica ou o celular porque o visual é estonteante. No final da trilha há o mirante da Raposa e depois basta seguir pela vereda da Moça Branca. 

Por esse caminho você ainda passará por mais dois mirantes até chegar à descida dos piratas. É uma escada bem íngreme que termina na praia do Madeiro.

Aproveite para descansar, relaxar, se bronzear. Se quiser pode alugar caiaques ou pranchas de surf. 

Almoce nos quiosques e, se a maré deixar, faça mais uma caminhada em direção à Praia de Cacimbinhas ou para o outro lado, a Praia do Curral, mais conhecida como Baía dos Golfinhos.

Muitos visitantes dizem avistar os cetáceos com facilidade, mas eu sinceramente, no Nordeste, só vi golfinhos em Fernando de Noronha. Na volta suba a escada, visite o museu do parque e siga pela trilha do Pote que Chora. Você acabará no estacionamento para voltar com o carro para a vila.

À noite, curta um programa diferente. Que tal assistir a uma apresentação de dança do ventre? 

No restaurante Árabe da Pipa, dependendo da programação semanal, dá para se sentir em Dubai. 

O forte da casa são os drinks com gengibre e hortelã (com e sem alcool), todos deliciosos. A decoração é típica e o dono uma simpatia.

Paraíso Potiguar – Pipa é muita onda!


Pipa é um lugar mágico. Visita-la em um único dia não é suficiente. A energia do lugar é de fato diferente e quem vai, quer sempre voltar. Localizada no município de Tibau do Sul, ela fica a 85 km de Natal.

As paisagens conjugam praias, falésias, dunas, muito verde da mata e a vida noturna é bem agitada.

Minha dica para quem vai a Natal é reservar pelo menos um dia para ficar em Pipa, de forma a conhecer os principais pontos.

Para quem puder ficar mais tempo, o melhor é reservar dois dias. Você pode alugar um carro para chegar lá, pagar uma diária de taxi ou chegar de ônibus mesmo.

Pipa é apenas uma das praias, há também Ponta do Madeiro e Praia do Amor, e é possível fazer vários passeios a pé. O vilarejo tem muitas pousadas, inclusive algumas de charme como a Toca da Coruja.

Prefira se hospedar no Centro, próximo da Avenida dos Golfinhos, a principal, pois dali você pode fazer muitos passeios a pé. Se você quer uma estadia mais em conta opte por algum dos albergues da cidade.

Depois de deixar as malas no quarto, ponha o pé na rua, ou melhor na praia! Comece pela praia do Centro, e se você pegar a maré baixa vá andando para o lado direito até chegar na praia do Amor.

O caminho é lindo com falésias e rochas que rendem belíssimas fotos. A praia do Amor é a Meca dos surfistas. É possível alugar pranchas e há várias barracas servindo petiscos e almoços.

O som predominante é o raggae e não se espante se um cheirinho de contra-cultura aparecer no ar...

A praia tem ondas fortes, por isso não se arrisque na maré mais alta, há chuveiros nas barracas para banhos refrescantes. O local é ideal para você passar o dia.

Faça uma caminhada até a praia dos afogados e a praia da cancela que ficam mais adiante, porém, sempre com atenção à maré para não ter o caminho bloqueado pelas ondas.

À tarde suba as escadas esculpidas no paredão, tire fotos do visual e vá caminhando em direção ao Centro. Em cerca de 20 min você chega lá.

Aproveite para andar na rua principal (o lugar é bem pequeno mesmo), ver as lojinhas e quem sabe saborear um sorvete na Real do 14. Atenção no caminho para uma pequena igreja que mais parece uma loja. O altar é uma prancha de surf! Isso você só vê em Pipa.

Se você for ficar na vila, à noite a dica é jantar na creperia Arumã. Com uma decoração que lembra as casas das ilhas gregas, o local serve deliciosos drinks e crepes. O atendimento é muito bom e há uma área aberta onde é possível comer sob o céu estrelado.
 

Paraíso Potiguar – Ponta Negra e compras

Quem visita Natal, no Rio Grande do Norte, precisa tirar um dia para aproveitar a praia de Ponta Negra. Muito procurada por surfistas na maré alta, pode ser desfrutada também na maré baixa por quem gosta só de ondinhas. É lá que está um dos cartões-postais mais conhecidos da cidade – o Morro do Careca. 

Antigamente era possível descer o morro fazendo “skibunda”, mas hoje essa prática foi banida em prol da preservação da área. 

Vale passar a manhã aproveitando a praia, e fazendo uma caminhada pela areia rumo à Via Costeira cujo visual das falésias é lindíssimo. 

Se quiser aproveitar para almoçar em alguns dos barzinhos da orla pode ser uma boa pedida. Ela é bem pequena e comparando-se por exemplo a Maceió deixa muito a desejar, mas é uma opção para os famintos.

Após o almoço a sugestão é pegar um carro ou combinar com o taxista uma corrida em direção às praias urbanas. 

Você sairá de Ponta Negra e passará pela Via que na verdade é uma estrada que corta as dunas fixas. 

Há pontos em que é possível parar para fotos incríveis, pois as cores da areia contratam com o azul do mar. 

É na Via que estão os maiores hotéis da cidade, os resorts que também são excelentes opções de hospedagem para aqueles que estão com as finanças mais folgadas.

Passe pelas praias dos Artistas e do Meio e siga até o Forte dos Reis Magos. Fundado em 25 de dezembro de 1599 junto ao Rio Potenji, o local é aberto a visitação. Foi construído pelos portugueses na época do Brasil-Colônia para a proteção da região contra os “invasores” franceses que traficavam o pau-brasil.

Após uma pequena aula de história, vá em direção aos bairros de Santos Reis, Rocas e Ribeira para conhecer um pouco a parte mais antiga da cidade. 

O dia acaba no Centro de Turismo, no bairro de Petrópolis, para as tradicionais compras do artesanato local. O prédio é imponente e foi construído no século XIX e já foi um orfanato e cadeia pública. Após restauração passou a abrigar cerca de 40 lojas, além do show “Forró com Turista”, que acontece há mais de vinte anos no local.

Caso queira esticar a noite, aproveite para experimentar uma das pizzas do Cipó Brasil, em Ponta Negra. O restaurante tem decoração rústica, com mesas trabalhadas em mosaico, e chão de areia. Tudo com aquele clima praiano e pizzas assadas no forno à lenha. Hummmmmmmmmmm.

Paraíso Potiguar – Explorando o Litoral Sul

O Litoral Sul do Rio Grande do Norte possui uma infinidade de praias, muitas delas já tomadas pelos condomínios e casas de veraneio.

É preciso mais de um dia para explorar essa parte do litoral potiguar. Eu recomendo sair cedo e aproveitar ao máximo os passeios!

A sugestão é reservar um dia para conhecer as praias de, Cotovelo, Pirangi do Norte, Pirangi do Sul e Búzios.

Saindo de Ponta Negra, onde estão a maioria dos hotéis e pousadas e onde recomendo hospedagem, você pega a Rota do Sol e chega em Cotovelo em cerca de 20 min.

A praia vale para fotos, mas siga em frente porque ela já está bem urbanizada com muitas casas de veraneio.

No caminho em direção do município de Parnamirim, está o Museu Espacial do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. É uma Base da Força Aérea Brasileira para lançamento de foguetes, a primeira da América do Sul.

O local é aberto a visitação e se você está com crianças então é um programa diferente. Lá você conhecerá toda a história da base e pode tirar fotos próximo a réplicas de foguetes e até aviões de verdade.

Mais a diante, cerca de 12km de Natal estão as praias de Piranji do Norte e do Sul, que na verdade são uma só, dividida ao meio pelo rio de mesmo nome.

A primeira é muito frequentada pelos veranistas e tem mais infraestrutura como bares e restaurantes


A grande atração, na verdade, é o maior cajueiro do mundo. Vale a visita para ver o quanto a árvore se espalhou pelo terreno, para subir no mirante e tirar fotos e para comprar os produtos à base de caju (doces, castanha etc).

Em Piranji do Sul, já no município de Nízia Floresta, a praia tem águas mais calmas e um banco de corais forma piscinas na maré baixa (conhecidos como parrachos de Pirangi).

O restaurante Marina Badauê faz passeios até os parrachos que duram duas horas e de quebra talvez você ainda consiga ver golfinhos. Eu recomendo não fazer o passeio, mas sim almoçar no local.

Depois de degustar os deliciosos frutos do mar, continue na estrada em direção ao sul onde estão as praias de Búzios e Barra de Tabatinga.

Nesta última fica localizado o mirante dos golfinhos. No município também há vários criatórios de camarões, e você pode comprar por um bom preço se levar isopor e gelo.

Porém, a grande atração na minha opinião, e o fechamento com chave de ouro para o dia no litoral sul é a Lagoa do Carcará.

Considerada um dos lugares mais paradisíacos do RN, é pouco divulgada e por isso o espanto do turista que consegue chegar até lá. De Natal até a Lagoa são cerca de 40km rodados.

A lagoa tem água transparente e areia branca, que lembra muito Jijoca em Jericoacoara (CE). Existem outras cinco lagoas próximas, mas a do Carcará é simplesmente deslumbrante.

Aproveite para tirar o sal das praias nas águas mornas e rasas. Há caiaques, pedalinhos e muitos praticam windsurfe no local. Relaxe e aproveite o final do dia nos barzinhos caso queira petiscar algo mais.

Após um banho revigorante na pousada ou hotel, que tal jantar uma iguaria típica nordestina? A dica é o restaurante Casa de Taipa, tapiocaria e Cuscuzeria de Ponta Negra. Serve deliciosas tapiocas com todos os recheios que você possa imaginar (doces e salgadas), além do cuscus tão usado na culinária regional. A decoração do local é linda e aconchegante.

Paraíso Potiguar – Procurando Nemo

No segundo post da série sobre o Rio Grande do Norte, vamos sugerir aos turistas um passeio marítimo. Trata-se dos parrachos (piscinas naturais) de Maracajaú, que estão cerca de 60km distantes de Natal.

O visitante tem várias opções para chegar lá: paga uma diária de táxi, ou aluga um carro e segue pela estrada rumo ao litoral Norte, ou contrata um dos passeios oferecidos pelas operadoras locais, que incluem o ônibus e o ingresso para o catamarã.

Eu preferi a segunda opção para ter mais liberdade de ir e vir. Saindo de Ponta Negra é só pegar a direção da Ponte Newton Navarro e seguir sempre em frente. A estrada para Maracajaú é excelente e a sinalização não deixa dúvidas. Após passar por Maxaranguape e Cabo de São Roque você estará próximo de Maracajaú.

As duas vezes que realizei o passeio eu fiz com a Maracajau Divers. A empresa é muito eficiente. 

É importante ligar antes para reservar lugar no Catamarã, que parte de um restaurante local e navega 7km até chegar ao ponto em que as piscinas naturais aparecem na maré baixa. 

Há outro detalhe importante. O passeio deve ser feito na maré baixa, e o site da empresa traz a tábua das marés. Portanto, programe-se para os horários em que estiver entre 0.0 (seca) e 0.3. O catamarã dá direito ao passeio, e ao aluguel do equipamento (snorkel e óculos de mergulho) higienizado.

Chegando aos parrachos, é só descer e aproveitar. Quem não sabe nadar também pode aproveitar porque eles disponibilizam boias (os conhecidos macarrões) para o mergulho. 

A vida marinha é impressionante e a quantidade e diversidade de peixes é enorme. 

Caso você esteja com um grupo de amigos, vale verificar o preço de lanchas que podem visitar outros pontos além deste onde o catamarã atraca. Há também a opção de fazer mergulho com cilindro (o famoso batismo), mas como a visibilidade é boa, pode-se economizar usando o snorkel já incluído no preço do passeio.

Outra dica: caso você queira almoçar no restaurante, deixe o prato já solicitado antes do passeio. Assim, quando você voltar não vai demorar para ser servido. 

Após o almoço aproveite para andar pela praia, e fazer belas fotografias da paisagem. 

Ao final do dia, quando chegar ao hotel ou pousada em que estiver hospedado, descanse e se prepare para uma experiência gastronômica maravilhosa à noite. 

A dica para o jantar é o restaurante Camarões. Após 25 anos de funcionamento, hoje a rede conta com quatro filiais, mas eu indico o Camarões Potiguar, de Ponta Negra, pois é o maior e com decoração diferenciada.

No cardápio, claro, uma infinidade de opções com o crustáceo (empanado, com crosta de gergelim, com queijo etc). Os pratos são muito bem servidos para duas pessoas e até três dependendo da fome. Os preços são um pouco salgados, mas pela quantidade e qualidade acabam sendo bem justos. E se encontrar fila, aguarde, pois de fato vale a espera!

Paraíso Potiguar - Uma aventura com muita emoção

O Rio Grande do Norte tem grandes atrativos para os turistas que desejam aventura e divertimento. Sete dias é o ideal para aproveitar bem todos os passeios no estado, mas se você tem apenas um final de semana, ou um feriado também vale a pena visitar. 

Assim, coloco no Blog uma série sobre o RN, com sugestões de programações diárias que os leitores podem escolher conforme o tempo que dispuserem.

Dia 1 - Uma aventura com muita emoção

Ir ao Rio Grande do Norte e não fazer um passeio de buggy pelas dunas fixas e móveis é como ir à Roma e não ver o Papa. É um passeio que dura o dia todo e não há quem volte sem o sorriso no rosto. 

Primeiro, é preciso reservar o bugueiro. Prefira sempre aqueles cadastrados pelo governo, e não tente fazer o passeio sem esse profissional. A segurança é importante, pois as dunas mudam de lugar e muitas vezes terminam em abismos que uma pessoa treinada não saberá descer.

No veículo cabem até quatro turistas, e o valor é dividido pelo grupo. O bugue te pega pela manhã onde você estiver hospedado, cruza a ponte Newton Navarro, que passa sobre o rio Potengi e faz a ligação com o litoral Norte. 

Você passa pelas praias de Redinha e Santa Rita, até chegar à Genipabú, onde fica o Parque das Dunas.

O parque é composto pelas dunas móveis e fixas. E aí você ouve a famosa pergunta do bugueiro: “o passeio é com o sem emoção?”.

Com emoção significa que ele vai fazer manobras mais radicais, mas tudo com responsabilidade se ele for profissional cadastrado. E aí você se segura, e grita até ficar sem ar nos pulmões. Uma verdadeira montanha russa na areia!
 
Durante o passeio ele para em pontos estratégicos para você tirar fotos. Há diversas atrações pelo caminho: andar de dromedário com turbante na cabeça para quem quer se sentir no deserto do Saara;  mergulhar na Lagoa de Pitangui; tentar se equilibrar no skibunda. 

Para os mais radicais fazer o aerobunda ou descer pelo escorrega na Lagoa de Jacumã são boas opções. 

Há também paradas para petiscos e almoço, onde a tônica são os frutos do mar. Eu já fiz esse passeio duas vezes, e na última houve um diferencial. 

Uma trilha em que você desce por dentro das dunas a pé até um pequeno riacho e segue o fluxo das águas até uma palhoça onde servem lagosta grelhada com ervas no espetinho. Entendeu agora o porquê do sorriso no rosto?! 

A dica é: converse bastante com o bugueiro para combinar o trajeto do passeio. Para realizar esse passeio o ideal é usar bastante protetor solar e camisas UV de manga comprida, além de óculos escuros. 

O sol é inclemente nas dunas e a claridade, refletida pela areia ofusca a visão dos turistas. Não se importe com a areia, pois ela vai entrar até nos ouvidos, portanto relaxe e aproveite!

O passeio termina por volta das 17h, quando o bugueiro deixa o grupo no mesmo local da partida. É hora de tomar banho, descansar para aproveitar a noite potiguar.

Ponta Negra é o bairro que oferece a maior parte das opções de bons restaurantes e bares. Minha sugestão para o primeiro dia é o Deky, localizado na avenida principal de Ponta Negra. 

O local possui vários ambientes: um deck ao ar livre super gostoso à noite, uma pista de dança e uma área interna para quem prefere o ar condicionado. 

Os preços são ótimos e o atendimento muito bom. Confira a programação de shows e música ao vivo pela internet e aproveite a vida noturna de Natal!

Festival de camarões

No Rio Grande do Norte há um grande incentivo à carcinicultura, isto é, ao cultivo do camarão em viveiros. Quem viaja para Natal, seja a trabalho ou como turista, não pode deixar de provar um dos inúmeros pratos servidos pelos restaurantes de lá. Eu indico dois deles:

Camarões - Essa rede de restaurantes é tradicional em Natal. Eu fui na filial chamada Camarões Potiguar, na praia de Ponta Negra, indicada pelo Douglas, irmão da minha colega Débora. Comemos um camarão gratinado com queijo, arroz de ervas e batata palha. Divino é a palavra certa para descrever o sabor! E uma porção dá para quatro pessoas. Há outras opções como o camarão com queijo brie e damasco, ou com shitake, mas essas ficam para a próxima vez.

Mangai - Essa dica foi da colega de trabalho Janilza. É um self-service em que você encontra mais de 120 opções no bufê. Sim eu não estou mentindo. São vários tipos de arroz, frutos do mar, carnes, massas, saladas e sobremesas. Tudo com toque e tempero regional. O camarão é uma delícia, gostei mais do empanado com gergelim (hummmmm). O preço do quilo é um pouco salgado se comparado a outros locais, mas eu recomendo um almoço por lá.

O restaurante não serve bebida alcoólica e os sucos são todos naturais, o que é um verdadeiro achado em tempos de reinado da poupa de fruta. A decoração é um charme e os salões bem amplos e ventilados. Vale também uma passada na delicatessen que fica atrás do Mangai para provar o pão de macaxeira (aipim pro povo do Sudeste).

Pizza + tapioca

A primeira vez em que estive no Rio Grande do Norte foi há mais de cinco anos como turista. Naquela época conheci dois ótimos restaurantes na região da Ponta Negra. Não havia postado essas dicas neste blog, por não saber se os locais ainda existiam.

Pois bem, o trabalho me deu oportunidade de visitar novamente a cidade de Natal e lá fui eu aproveitar a noite livre para conferir se o Cipó Brasil e a Casa de Taipas ainda funcionavam. E tenho uma boa notícia: ambos continuam em plena atividade.

O Cipó Brasil serve pizzas e crepes deliciosos. A massa da pizza é mais grossa e o recheio na borda fica a gosto do freguês. O lugar não é especial somente por causa da boa comida, mas principalmente pelo ambiente de decoração rústica e aconchegante. Ah, ia esquecendo de citar que a pizzaria é tricampeã de indicações na Revista Veja, edição de Natal.

Já a Casa de Taipas é uma tapiocaria. Como o nome diz, é especializada nas tradicional tapioca, aquela iguaria nordestina feita de farinha de mandioca com os mais deliciosos recheios doces ou salgados. A Casa fica na Rua Doutor Manoel Augusto Bezerra de Araújo, 130A, no bairro de Ponta Negra. Prove a tapioca de brigadeiro. E uma dica: o tamanho é grande, então, se puder, peça uma salgada e uma doce para dividir entre duas pessoas.

Castanhas de cajú

Já confessei aqui em outros posts que sou vítima do pecado da gula. E quando viajo pelo Nordeste sempre vou em busca de algumas iguarias que adoooro. Uma delas é a castanha de cajú. Com sal, sem sal, caramelizada, moída, torrada ou quentinha, não importa o tipo. Quando começo a comer as castanhas não consigo mais parar!

E para quem aprecia também essa delícia tipicamente brasileira, coloco neste post algumas indicações de lugares onde se pode encontrar castanha de boa qualidade:


Alagoas -Eu sempre renovo meu abastecimento de castanhas em uma das lojas do Truffas, em frente à feirinha da Pajuçara. A compra só pode ser feita com dinheiro, mas a qualidade é garantida.

Ceará - Esta foi a dica de um colega de trabalho, o Gerson lá de Fortaleza. Na loja Cajuzinho (Rua João Cordeiro, 337, Meireles - 085-3219-5265) você escolhe entre os diversos tipos. O quilo estava a R$ 25,00 em fevereiro de 2011 e o produto é embalado a vácuo na hora. Eles aceitam cartão de débito. 

Rio de Janeiro - No Centro de Tradições Nordestinas, no bairro de São Cristóvão, você encontra não só castanhas, mas todo o tipo de delícias lá de cima. São muitas lojas e vale pesquisar um pouco para ver os melhores preços.

Rio Grande do Norte - Essa dica foi da minha colega de trabalho Janilza. Não compre castanhas na área turística, ou seja, em Ponta Negra ou nos centros de artesanato. Se quiser comprar mais barato dê um pulo no bairro do Alecrim, mais exatamente na Casa da Rapadura (Av. Presidente Quaresma, 452 tel.:84-3223-2436). Lá você encontra castanhas com sal, ao natural, caramelizadas, farinha de castanha e a castanha moída. Tudo de ótima qualidade. Eu provei e aprovei!

Sergipe -  Outra dica de uma colega de trabalho. Desta vez foi a Rod que me levou à loja Coisas Nossas (Av. Augusto Maunard n. 92, tel,: 79-3213-0562), em Aracajú. Uma verdadeira loucura essa loja. São produtos artesanais como o mel de abelha (com favos no pote!), biscoitos amenteigados, cocadas e claro as castanhas de cajú (natural, salgada e caramelizada). Preços em conta e aceita cartões de crédito. Eu recomendo além das castanhas, os casadinhos de goibada. Uma verdadeira perdição! hummmmmm.