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Por aí com Renata


Viajar é bom demais e quando você pode contar com o apoio de um guia local, tudo pode ficar mais interessante. 

Esse é o caso do Rio de Janeiro, cidade que possui inúmeros atrativos culturais e naturais. Realizar um passeio na cidade acompanhado de um guia pode fazer toda a diferença. 

Muitas informações históricas e até pitorescas podem ser obtidas com um tour guiado.
 
Eu testei os serviços da Renata Mello, publicitária e fotógrafa que, após realizar o curso e se formar em guia de turismo, organiza tours customizados para quem tem vontade de conhecer a cidade maravilhosa.
 
O local escolhido foi a Floresta da Tijuca, que já teve um post neste blog há alguns anos. Passamos por vários pontos interessantes como a Capela Mayrink, a cascata Taunay, cachoeiras e o centro de atendimento ao turista, onde está a estátua que homenageia os escravos que reflorestaram o local.

No Brasil Colônia a área onde hoje está a floresta, era ocupada por fazendas de café, chácaras e sítios, o que levou a uma crise hídrica grave. Segundo Renata, Dom Pedro II como bom amante das ciências, implantou o plano de reflorestamento e comandou durante seu reinado o plantio de mudas ao longo de mais de 10 anos. Os escravos realizaram todo o serviço braçal. Graças a eles temos hoje mananciais que fornecem água limpa para alguns bairros do Rio.

A guia mostra ao visitante as espécies plantadas, e pés de café que sobreviveram ao reflorestamento. Há trilhas usadas pelos escravos na época das fazendas e chácaras com piso de pedras ainda remanescentes dessa época.

Passamos por dois restaurantes existentes no Parque, mas os locais precisam de uma bela restauração e os preços são quase dolarizados. Daí prefira um petisco para ganhar forças e continuar pelas trilhas.

O ponto alto para mim foi conhecer a trilha das grutas e entrar na dos Morcegos que é formada por uma fratura de mais de 100m de profundidade. Uma visão incrível para o turista em plena cidade do Rio de Janeiro.

Renata faz outros tours como pelo Centro, mas você também pode solicitar um orçamento para um passeio mais customizado com pontos específicos que queira conhecer. Eu testei e aprovei! Para entrar em contato com ela mande um WhatsApp: 21-999233622

Um dia nas lagoas da Barra da Tijuca



O Rio de Janeiro é uma cidade cheia de opções de passeios para contemplar a natureza. 

Entre eles está o complexo lagunar da Barra da Tijuca que reúne as lagoas da Tijuca, Jacarépaguá, Camorim e Marapendi. Elas se comunicam entre si e têm uma ligação com o oceano Atlântico pelo canal da Joatinga.

Dez ilhas fazem parte dessa paisagem, e abrigam mais de 3 mil moradores. O mangue é local de abrigo para a reprodução de jacaré-de-papo-amarelo que podem ser vistos aos montes nos passeios de barco pelas lagoas.

Fui dia desses conhecer a Ilha da Gigóia, a maior delas, para ver se o passeio vale a pena. Para chegar à Barra da Tijuca eu recomendo o metrô, já que a última estação (Jardim Oceânico) fica bem pertinho do local onde saem barcos para as ilhas.

No metrô siga para a saída “Lagoa”, e vá para a esquerda passando pelo edifício da Unimed. O ponto dos barcos é bem atrás desse local. 

Os barqueiros ficam querendo lhe oferecer os passeios completos, que custam R$ 25 por pessoa. No entanto, cuidado porque a maioria não possui formação em guia de turismo, o que prejudica o turista que deseja obter mais informações sobre as lagoas, a fauna e flora.

Há a opção de apenas realizar a travessia para a Gigóia por R$ 5,00 e lá passear pelas ruas pequenas e estreitas. Existem muitos bares e restaurantes na ilha para todos os bolsos e gostos. 

Eu fui no Caiçara (Rua São Sebastião de Aquino), que fica em um dos extremos e de frente para o canal, o que garante um visual muito agradável.

O pastel de camarão de lá é uma ótima pedida (R$ 8,50), e o petisco de camarão, polvo e lula salteados no alho (R$94) serve bem duas pessoas.

Eu não recomendo esportes náuticos nos canais, devido à poluição, principalmente em dias posteriores às chuvas de verão.

Para quem quiser passar a noite por lá e desfrutar um pouco mais das ilhas, há muitas opções de pousadas e hostels no local. Mas dois dias são suficientes para conhecer tudo.

Eu gostei do passeio, mas particularmente acho a Ilha de Paquetá mais bucólica. Além disso, a travessia pela Baía de Guanabara para chegar até lá tem um visual de tirar o fôlego. Mas essa dica fica para os próximos posts!

Vinhos no Rio

Quem vai ao Rio sempre tem aquela imagem de que a vida noturna se resume aos bares com cervejas geladas e petiscos fritos. Na verdade, a cidade oferece muito mais que isso!

Que tal provar bons vinho com tapas deliciosos no Wine Bar em Botafogo? Pequeninho, lembrando os bistrôs franceses, fica na Rua Paulo Barreto 25 a algumas quadras do metrô do bairro.

Pegue a happy hour que vai das 17h às 20h com taças a preços mais em conta que variam entre. R$17 e. R$35.

Para acompanhar petiscos deliciosos muito similares aos tapas espanhóis. Recomendo o carpaccio e confesso que fiquei de olho nas tábuas que servem bem duas pessoas.

Excelente opção para um fim de tarde e início de noite esteja você sozinho ou acompanhado! Fica a dica!

Vamos ao mercado?

Eu adoro visitar mercados. Talvez tenha puxado isso do meu pai que adorava comprar comida, bem típico nas famílias de origem portuguesa. O fato é que quando visito uma cidade sempre procuro saber onde é o mercado.

No Rio de Janeiro há um enorme na Zona Norte, no bairro de São Cristóvão, bem perto de onde nasci. O CADEG é o mercado municipal carioca, que teve altos e baixos em sua história, e  há alguns anos se firmou como polo gastronômico dessa região do Rio.

Além de você conhecer as lojas com frutas, verduras, bebidas, utensílios para o lar, flores, condimentos, é possível almoçar lá. Há diversos restaurantes. Aos sábados à tarde acontecem as concertinas: sardinhas portuguesas assadas na brasa são servidas nas mesinhas ao som de músicas lusitanas. Uma delícia pá!

Um restaurante que eu recomendo por lá é o Barsa. O atendimento simpático é um diferencial. Eles não possuem bolinhos de bacalhau como entrada, mas pegam quentinhos na loja próxima para você se deliciar.

Provei o bacalhau que estava divino e fiquei de olho no arroz de pato para uma próxima vez. E não é que após ouvir meu comentário, o garçom trouxe um pouquinho para eu provar?! Um luxo!

Outra prática é não cobrar rolha dos vinhos não oferecidos pela casa. Então você pode escolher o de sua preferência nas importadoras do CADEG e levar para gelar lá, até que sua comida fique ponta. Mais um ponto para o Barsa!

Então, se você gosta de mercados como eu, não perca a oportunidade de conhecer o CADEG, e o Barsa quando for ao Rio!



Nas terras de Araribóia

Separada do Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara, a cidade de Niterói possui ótimas opções de passeio para o turista. Por isso, este post traz as dicas de lugares que você pode visitar por lá.

Niterói, que em tupi quer dizer “rio verdadeiro frio”, teve sua origem na sesmaria de São Lorenço dos Índios, pertencente a Araribóia líder da tribo Tupi dos Termiminós e considerado o fundador da cidade. Ele foi um dos protagonistas da guerra de 1567, quando os Termiminós e portugueses expulsaram os franceses e os índios Tamoios do Rio de Janeiro.

Para chegar a Niterói você pode optar pela barca ou catamarã que parte da estação na Praça XIV, no Centro do Rio, ou atravessar de carro a Ponte Rio-Niterói. Minha dica é alugar um carro para aproveitar mais o tempo e conhecer os pontos mais distantes.

Lembre-se de levar trocado para o pedágio da Ponte e aproveite a vista que lá de cima é espetacular. No final da Ponte, siga sempre pela direita para que você chegue até a estação das barcas de Niterói. Lá está a estátua de Araribóia, com os olhos voltados para a Baía da Guanabara como se ainda protegesse suas terras.

Siga em frente e vá em direção ao Caminho Niemeyer, que na verdade é um conjunto de equipamentos culturais projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ao longo de 11 km. Talvez o mais visitado seja o Museu de Arte Contemporânea (MAC).

Conhecido como “disco voador” em função de seu formato ele se destaca na paisagem. Funciona de terça a domingo das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 10,00 (out/17), mas às quartas-feiras a entrada é franca. Estacione o carro na rua próxima ao Museu e faça sua visita com calma.

Saindo de lá siga pela orla passando pelas praias de Icaraí, São Francisco e Charitas. Todas são banhadas pela Baía de Guanabara e impróprias para banho, mas valem a foto pela bela paisagem. Nesta última está a estação das barcas de mesmo nome, cujo edifício também foi projetado por Niemeyer.

Continue em frente seguindo pela estrada que beira o litoral, a Avenida Carlos Ermelindo Martins que leva até a praia de Jurujuba. Ali está o restaurante Berbigão, uma ótima opção para almoço depois da visita à Fortaleza de Santa Cruz da Barra , o ponto alto do passeio.

Pegue a estrada General Eurico Gaspar Dutra e tenha cuidado, pois a partir de determinado ponto ela é mão única. Existe um sinal e uma cancela do Exército que indicam a entrada.

Ao final, você chega na Fortaleza que está aberta à visitação de terça a domingo entre 10h e 17h. Todo o percurso é guiado por um militar e acontece a cada 1h. O ingresso custa R$ 6,00 (out/17). Existe uma linha de ônibus que leva o turista até o local, mas é sempre bom se informar antes dos horários. Não recomendo o uso deles, melhor carro ou taxi.

Estrategicamente situada na entrada da Baía da Guanabara a fortificação é história pura. Começou com apenas dois canhões instalados por Nicolau Durand de Villegaignon durante o período de dominação francesa, a época da França Antártica, e hoje pertence ao Exército brasileiro.

O visitante poderá conhecer a Capela de Santa Bárbara, ver canhões dos séculos XVIII, XIX e XX, as masmorras, e tirar fotos diferentes com o Rio de Janeiro e a Baía da Guanabara ao fundo. Durante o passeio o guia explica em detalhes como foi realizada a construção da Fortaleza, conta curiosidades sobre ela e ao final você sai conhecendo um pouco mais da história do país.

Outra dica: muitas pessoas aproveitam para fazer a visita no último horário e ver o pôr do sol do mirante às 17h. Se for mais cedo para almoçar vá ao Berbigão, especializado em frutos do mar e com uma linda vista da Baía.

Na volta antes de pegar a Ponte para o Rio faça um desvio e vá até o Mercado de Peixe de São Pedro, na Av. Visconde do Rio Branco, Ponta da Areia, que funciona de terça a sábado até às 18h. Na parte de cima estão bons restaurantes, onde você pode experimentar algumas delícias do mar como lanche da tarde. Também funciona aos domingos até 12h.

Niterói não se conhece em apenas um dia, por isso, em outra ocasião, volte às terras de Araribóia de barca para conhecer os bairros a pé. O passeio vale a pena, mas isso é tema para outro post deste blog!

Navegar é preciso

Como boa filha de português devo ter no meu DNA alguma herança dos antigos navegadores. Digo isso porque os passeios marítimos sempre me fascinaram. Já fiz cruzeiros no D`Ouro em Portugal, pelo Nilo no Egito, e ainda faltam muitos.

No entanto, nenhum deles conjuga paisagens tão diversas como o oferecido pela Marinha na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Então, se você está de passagem pela cidade reserve uma tarde para esse programa diferente.

O primeiro passo é escolher o dia, pois é oferecido de quinta a domingo em apenas dois horários: 13h15 e 15h. Não é possível comprar ingressos antecipadamente, então a dica é a seguinte: vá às 11h, quando a bilheteria abre e compre o ingresso para um dos dois horários.

O passeio parte do Espaço Cultural da Marinha, bem pertinho da Igreja da Candelária e do Centro Cultural do Banco do Brasil. Aproveite o tempo de espera para almoçar em um dos restaurantes do Cento da cidade, visitar a Igreja ou o CCBB.

Outra opção é comer e conhecer o Espaço, que conta com uma réplica de uma das naus que chegaram à Porto Seguro com Pedro Álvares Cabral. Há ainda um helicóptero e o submarino. Este último vale a visita, pois você pode percorrer todas as instalações, tirar fotos e ter uma ideia de como é a vida daqueles que trabalham sob o mar. Tudo está incluído no ingresso (R$30,00 out/17).

O passeio de escuna tem duração de 1h20min e prepare o celular e a câmera fotográfica porque as paisagens são belíssimas. Você descobre novos ângulos do Rio e da vizinha Niterói vendo a partir da Baía o aeroporto Santos Dumont, o Aterro do Flamengo, o Pão de Açúcar, a Fortaleza de Santa Cruz, o Museu de Arte Contemporânea, a Ponte Rio-Niterói e a Ilha Fiscal.

Durante todo o percurso uma guia vai contanto a história e as curiosidades sobre os pontos turísticos à medida que passamos por eles. Então, além das belas paisagens você acaba o passeio com muito mais informação sobre as duas cidades.

Outra dica é olhar a previsão do tempo no dia anterior, porque o passeio não acontece em dias de mau tempo ou nevoeiro. Prefira dias ensolarados, pois será um momento inesquecível!

Uma tarde no museu

Eu tenho especial predileção por museus. Quando viajo sempre busco visitar pelo menos um em cada cidade. Conhecer a história é aprender com o passado e conhecimento nunca é demais. Dito isso, aí vai mais uma dica para aqueles que estão de passagem pelo Rio de Janeiro: o Museu da República.

Localizado no tradicional bairro do Catete, bem pertinho do Centro da cidade, o museu é uma ótima opção para um passeio à tarde, pois além da visita há um cinema e lindos jardins.  Passei por lá em outubro de 2017, e fiquei surpresa pela boa conservação do lugar.
 
Construído entre 1858 e 1857 pelo Barão de Nova Friburgo, o Palácio do Catete passou pelas mãos de vários donos até ser comprado pelo Governo Federal para transforma-se em sede da Presidência da República. O Palácio foi cenário de várias histórias políticas do país, como as duas grandes Guerras Mundiais e o suicídio de Getúlio Vargas. Em 1960 com a transferência da Capital Federal para Brasília, o Palácio transformou-se no Museu da República.

As visitas acontecem de terça a sexta das 10h às 17h e aos sábados, domingos e feriados das 11h às 18h. Confira no site o preço dos ingressos (R$6,00 out/17) e as gratuidades. A melhor opção para chegar lá é o metrô, com uma saída pela estação Catete bem ao lado do Museu.

O percurso tem um único sentido. Você começa pelo primeiro andar, vendo a história da construção do palácio e os quadros retratando o Barão e sua esposa. Em seguida começa a história da República brasileira, com informações sobre a proclamação e os primeiros presidentes. Fique atento às paredes e ao teto que são ricamente decorados. O piso também é magnífico com mosaicos de madeira.

Depois de explorar essa parte do palácio suba o hall da escadaria, que por si só já é um deslumbre. O segundo andar guarda preciosidades com vários salões que exibem mobiliário de época em vários estilos, além de lustres e porcelanas dos séculos XIX e XX. Eu destaco os vitrais com figuras mitológicas e que foram feitos na Alemanha.

É no terceiro piso que você encontra um salão com a reconstituição do quarto de Getúlio, e onde se vê o pijama que ele vestia no dia do suicídio. Faça a visita com calma veja todos os detalhes e pode tirar quantas fotos quiser, contato que sejam sem flash.

Dê atenção também ao exterior do Palácio com suas águias, varandas e luminárias de ferro fundido. Confira a programação do cinema ou vá tomar um café na lanchonete externa. Após essa pausa parta para explorar os jardins, que segundo historiadores seriam obra do paisagista francês Auguste Glaziou.

Há também um coreto, as dependências que eram usadas pelos criados do Palácio, uma pequena gruta, um lago e esculturas que deixam o lugar com um ar bucólico. Uma ótima opção para um passeio durante as tardes quentes do Rio de Janeiro.

Tradição no RJ

O Centro da cidade do Rio de Janeiro está um caos com as obras. Mas vale se aventurar entre os tapumes para experimentar os mais tradicionais restaurantes da cidade. Um deles é o Escondidinho, cuja costela no bafo é consumida às dezenas diariamente.

Para chegar tenha paciência, pois ele está, como o nome bem diz, escondido no Beco dos Barbeiros. A dica é ir até a rua Primeiro de Março, aquela onde fica o Centro Cultural do Banco do Brasil, pegando ela no início, a partir da Candelária, e entrar no primeiro beco à  direita, após a loja da Light (a companhia de energia do Rio).

O local é bem simples, nada de luxos, porque eles focam na qualidade da comida mesmo. Então, se você gosta de carnes, vá para lá. A famosa costela, dá para quatro pessoas tranquilamente, mas no cardápio também tem leitão, peixes e aves. Hummmmmm!!!!!

Passeios pelos fortes

A cidade do Rio de Janeiro tem muitas atrações para quem gosta de história. E há um circuito especial de visitação a alguns fortes que estão localizados na entrada da Baía da Guanabara. Este post tem como foco o Forte de Copacabana, palco de inúmeras passagens da história brasileira.

Localizado no final da famosa praia de mesmo nome, o forte começou a ser construído em 1908 como parte do sistema de defesa da cidade, impedindo a aproximação de navios inimigos da entrada da Baía.

Para chegar lá você pode optar por metrô ou ônibus, pois várias linhas passam bem próximo. Não vá de carro, pois não há estacionamento.

Hoje o Forte é um complexo cultural-gastronômico que engloba o Museu Histórico do Exército, dois cafés e uma ampla agenda de eventos como apresentação de corais e exposição de carros antigos. Por isso, é bom reservar uma manhã inteira para o passeio.

A bilheteria fica bem junto ao Pórtico de entrada (R$ 6,00 adultos nov/15) e dá direito à visitação de todas as áreas do Forte. O Museu funciona de terça a domingo, inclusive aos feriados, a partir das 10h. Bem próximo à entrada é exibido um vídeo com a história do local, e o visitante pode ter uma ideia do percurso a fazer.

Passe para a visita ao Museu, que foi transferido para o Forte em 1987. Ele possui vários salões que contam a história das guerras no país e do exército desde o Brasil Colônia.

Objetos utilizados em campanhas, bonecos que retratam cenas de importantes batalhas (como a dos Guararapes, em Pernambuco), móveis, condecorações, biografias dos presidentes militares e pinturas são alguns dos materiais que podem ser observados pelos visitantes.

Saindo do Museu, passe para a Cúpula dos Canhões, que fica na parte de cima da estrutura construída. Prepare o celular, pois você irá tirar as mais belas fotos da Orla de Copacabana e de Ipanema, já que o Forte fica bem no meio das duas praias mais conhecidas do Rio.

Em seguida, desça e vá para a parte interna no Forte. Você irá se surpreender com o espaço interno que abriga diversas salas, armamento, banheiros e mobiliário. tudo montado como se estivessem esperando uma batalha nos anos 40/50. Eu me senti em um bunker na Segunda Guerra Mundial, como vi nos filmes.

Ao sair, a fome já apertou, então escolha um dos dois restaurantes do Forte: a filial da tradicional Confeitaria Colombo ou o Café 18 do Forte. Aproveite as cadeiras na parte externa para comer com a vista para o mar.

Caso os dois locais estejam lotados (o que é comum nos finais de semana), outra excelente opção é o restaurante Americana, a algumas quadras do Forte (Av. Rainha Elizabeth, 100). Recomendo o churrasco misto à gaúcha ou o frango à cubana. Os pratos servem duas ou três pessoas, pois são muiiito fartos!

Domingão no Centro do Rio

O Rio de Janeiro continua lindo e contando com mais opções para aproveitar um final de semana na cidade. Se você mora, ou está a passeio aproveite um domingo e vá para a Praça Mauá, no Centro. A área foi revitalizada e é o mais novo point dos cariocas.

Algumas dicas: não use joias ou relógios caros, dê preferência às câmeras de celulares, use roupas leves e se informe antes sobre o trajeto que irá fazer. As obras continuam e as rotas de ônibus mudam constantemente, assim como ruas fechadas ao tráfego de veículos.

Minha sugestão de roteiro começa cedo: Chegue por volta das 9h na Igreja da Nossa Senhora da Candelária. Se estiver aberta, aproveite para visitar, pois o interior é belíssimo. Suba a Av. Rio Branco em direção à Praça Mauá.

O local foi aberto ao público recentemente, após as obras realizadas para as Olimpíadas. De fato a derrubada da Perimetral, antiga via expressa, descortinou uma nova visão da Baía da Guanabara para os turistas. O Museu do Amanhã ainda não foi inaugurado, mas sua arquitetura futurista já rende boas fotos.

Há o Cais do Porto que está sendo revitalizado e é o ponto de embarque e desembarque de luxuosos cruzeiros nacionais e internacionais.

Bem ao lado está o Museu de Arte do Rio, que traz para o público uma série de mostras temporárias em seis andares de salas espaçosas. A vista do terraço é espetacular, não deixe de tirar várias fotos. E confira os dias e horários de funcionamento no site da instituição.

Depois de sair do Museu, volte pela Av. Rio Branco em direção ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), siga em frente e vá até o Museu Naval para comprar os ingressos dos passeios de barco. Sim, a Marinha oferece dois passeios: o da Ilha Fiscal que sai em três horários diferentes na parte da tarde, e outro pela Baía da Guanabara. Escolha o último horário, para que tenha tempo de almoçar tranquilamente.

Volte em direção ao CCBB, pela rua Visconde de Itaboraí e entre no restaurante Cais (antigo Cais do Oriente), um oásis em pleno Centro. Na casa do século XIX há sempre alguma programação musical.

Quando estive lá havia um grupo de chorinho e não há cobrança de couvert artístico. O atendimento é muito bom, os pratos saem rapidamente e há um menu executivo excelente. Os preços são um pouco salgados, mas as porções generosas. Recomendo a carne de sol com purê de banana da terra. Quem provou aprovou!

Após o almoço vá fazer a digestão andando pelo Museu Naval e suas salas que contam através de cartas náuticas, pinturas e outros objetos um pouco da história das batalhas navais ocorridas no Brasil Colônia e no Brasil República. Uma verdadeira aula de história.

No horário indicado no ingresso esteja na portaria para a chamada do passeio de barco. E uma dica: não deixe para comprar o ingresso (R$ 25,00) na hora, pois a procura é grande. A blogueira aqui ficou sem o seu, por isso fico devendo detalhes dos passeios de barco para outro post! :-) Confirme antes de ir o funcionamento do local pelos telefones (21 2532-5992 - 21 2233-9165).

Um oásis cultural no Rio

O Rio é rico de opções culturais para quem gosta de apreciar não só as belas praias da cidade. Uma delas é o Instituto Moreira Sales, na Gávea.

A casa que abriga o IMS é por si só uma obra de arte dos anos 1950, com linhas modernistas e contando inclusive com jardins projetados por Roberto Burle Marx.

Aberto ao público desde 1999, ela abriga exposições, shows, traz exibição de filmes e conta com riquíssimos acervos de fotografia, música, literatura e iconografia.

O local é um verdadeiro oásis, apesar de estar em um dos bairros mais movimentados e engarrafados do Rio.

A dica é visitar as exposições e depois sentar nos jardins, tomar um café e apreciar o belo painel do lago interno em azulejos azuis.

Para quem tem dificuldades de locomoção o local é ideal para passear. Conta com rampas e elevadores para cadeirantes ou cadeirinhas de bebês. Há também estacionamento para carros.

Fique de olho no calendário de exposições e faça uma visita!

Uma noite das arábias

O Rio de Janeiro é uma cidade que oferece inúmeras opções gastronômicas. Eu particularmente gosto muito da cozinha árabe. Sempre que visito a cidade dou um jeito de almoçar ou jantar no Arab, em Copacabana.

Não é só a comida que me atrai a este restaurante, mas todo o clima. A decoração é caprichada com muitas peças do oriente: instrumentos musicais com o alaúde, candelabros, almofadas, e uma iluminação intimista.

O atendimento é super simpático e os garçons explicam em detalhes tudo sobre cada uma das iguarias do cardápio.

Para quem não tem familiaridade com a culinária árabe, sugiro provar um combinado que traz uma degustação das pastas de grão de bico, de beringela e de coalhada, além do tradicional tabule. Inclui ainda dois pães pita que chegam quentinhos à mesa, mini quibes, mini esfirras e bolinhos de grão de bico.


Às quintas-feiras, à noite, você ainda pode assistir ao show de dança do ventre no restaurante. Quem preferir conhecer o local durante o dia, para almoço, poderá provar o buffet bem variado e delicioso. Não se esqueça das sobremesas, pois os doces feitos à base de nozes e mel são deliciosos!

Um Rústico elegante!

O Rio de Janeiro possui alguns bairros que merecem ser explorados a pé. A Urca já foi tema de um post. Santa Tereza poderia ser de outro. No entanto, explorar a pé as ladeiras exige um preparo físico grande, que nem todos dispõem e sem os bondinhos fica mais difícil. Assim, recomendo aqui no Blog um programa de meio dia no bairro que, um dia, foi cotado para se tornar a Montmartre carioca.

Inicie o passeio pelos arcos da Lapa, vendo a arquitetura desse famoso cartão postal. Cuidado ao passar, proteja bolsas, celulares e câmeras, pois a área não é totalmente segura. Siga em direção do restaurante Ernesto, um dos mais tradicionais da cidade. Bem ao lado está uma das entradas de Santa Tereza: a rua Manuel Carneiro, onde está a Escadaria Selaron.

Decorada com inúmeros azulejos, hoje é um ponto turístico do bairro. O artista plástico chileno Jorge Selaron foi o responsável pela colocação dos materiais na época em que seu atelier estava aberto.

Além dos degraus, Selaron também decorou muros e muretas que ficaram com um colorido exótico. O artista teve uma morte trágica: em 2013, aos 65 anos, foi encontrado morto, queimado e o crime nunca foi esclarecido. No entanto, sua belíssima obras permaneceu e hoje é conhecida em várias partes do mundo.

Suba as escadas até o final, contemple a bela vista e siga subindo a ladeira para a esquerda.

Continue subindo em direção ao Largo dos Guimarães, e pergunte para os locais o caminho para o restaurante Rústico (ou Cafezito). Continue sua jornada pelo bairro observando o casario antigo e as ruas estreitas.

Funcionando desde 2013 com o nome de Cafezito, o lugar ganhou um forno a lenha  e passou a se chamar Rústico.

O lugar é agradabilíssimo, e a decoração define o nome do restaurante que tem uma enorme árvore em seu interior.  O cardápio para almoço ou jantar traz opções diferenciadas que agradam os paladares mais exigentes.

Para petiscar também há belas opções e as pizzas são deliciosas. Apreciar o sol se ponto neste lugar pode ser mágico. Porém, sair a pé após escurecer é perigoso e portanto, fica a dica de voltar de táxi para seu destino!